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Rastreamento de câncer de mama deve ser feito a partir dos 50 anos - A Tarde 18/11/09

FABIANE LEITE E MARIANA MAN DELLI Agência Estado, São Paulo

 

As recomendações do governo brasileiro para o rastreamento do câncer demamana população – mamografia a partir dos 50 anos, com intervalo de, no máximo, dois anos – ganharam força com a divulgação anteontem do estudo norte-americano que faz as mesmas orientações. Especialistas do País, no entanto, continuam defendendo o modelo de rastreamento antigo dos Estados Unidos, que vigorava desde 2002: mamografias a partir dos 40 e com intervalos anuais.

O painel de médicos do United States Preventive Task Force, grupo que assessora o governo dos EUA em assuntos de prevenção, anunciou que mamografias precoces e frequentes têm levado à realização de biópsias, cirurgias e sessões de quimioterapia desnecessárias.

Por isso a orientação de iniciar o rastreamento aos 50 anos e reduzir a frequência.

Em muitos casos, os tumores demorariam tanto para se desenvolver que jamais causariam problemas, disseram os médicos.

Inca O Brasil já tinha a mesma posição “O Inca recomenda, desde 2003, mamografias a partir dos 50 anos, realizadas a cada dois anos, assim como agências do Canadá e da Europa.

Os EUA fizeram uma revisão, com nova metodologia, e agora se alinharam aos demais países”, avaliou Ana Ramalho Urtigão Fares, gerente da Divisão de Apoio à Rede Oncológica do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A gerente destaca, porém, que não há limitação à realização de mamografia em qualquer  idade se o médico encontrar sinais de câncer e achar que é necessária. A idade para rastreamento serve apenas para orientar a política pública de saúde.

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